Archive for the ‘Uncategorized’ Category

A distância

23/12/2009

Já repararam irmãos, que na grande maioria das vezes as distâncias que nos separam verdadeiramente das outras pessoas são “materialmente” imperceptíveis porque são quase sempre nossos pensamentos e sentimentos que fazem este papel?
Que estamos “realmente” separados e distantes muitas vezes daqueles que convivem conosco? E muito mais “próximos” e “unidos” com aqueles que estão a distância?
Então reflitamos: O que nos separa e distancia verdadeiramente das pessoas?
Nos distanciamos daqueles que nos dirigem palavras, para nós, ofensivas.
Nos distanciamos daqueles que nos incomodam.
Nos distanciamos daqueles que nos ferem.
Então, pergunto-vos: foi a outra pessoa que nos ofendeu ou nossos ouvidos interpretaram ofensivas suas palavras?
Por que algumas pessoas nos incomodam?
Não será porque nos fazem ver nossos defeitos refletidos nas suas atitudes?
Por que algumas pessoas nos ferem?
Não será porque nos deixamos ferir?
Creiam, sempre há os dois lados em todas as questões.
Será que a nossa “distância afetiva” dessas determinadas pessoas vai mudar, transformar alguma coisa?
E todos sabemos que a nossa “tarefa” nesta terra é transformar, mudar e evoluir.
A distância concreta é fácil de diminuir, não é? O pensamento, a memória, o telefone… são tantos os artifícios para driblá-la. Porém, a distância do coração, das atitudes; essas são bem mais difíceis, porque requerem humildade.
Humildade para verdadeiramente ouvirmos, olharmos e fazermos um movimento receptivo e acolhedor na direção das pessoas que nos incomodam ou ofendem.
E “ser” humilde é um dos estados que o espírito humano ainda tem muita dificuldade em compreender e consequentemente atingir.
É mais fácil nutrirmos sentimentos negativos, pois temos mais forças para isso; do que para buscarmos o contrário e que necessita de muito trabalho interno, que é uma nova maneira de “olhar” o próximo.
Mas posso assegurar-lhes de que esse trabalho vale a pena, sua recompensa é a paz, a tranquilidade na consciência.

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A diferença

23/12/2009

– Diga o nome das 5 pessoas mais ricas do mundo;
– Diga o nome dos últimos cinco vencedores do prêmio Heisman;
– Diga o nome das últimas cinco Miss Universo;
– Dê 10 nomes de pessoas que ganharam o Prêmio Nobel ou o Pulitzer;
– Dê o nome dos últimos 12 ganhadores do Oscar de melhor ator ou atriz;
Como foi?
A questão é que a maioria de nós não se lembra das manchetes de ontem. Os nomes perguntados acima não são de pessoas medíocres e sim dos melhores em suas áreas. Mas o aplauso morre, prêmios envelhecem, empreendimentos são esquecidos. Certificados e diplomas são enterrados com seus donos.
Tente este outro teste e veja como se sai:
– Liste alguns professores que o auxiliaram em sua jornada escolar;
– Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis;
– Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa;
– Pense em algumas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial;
– Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar;
– Liste seis heróis, cujas histórias tenham inspirado você;
Mais fácil?

Moral da história: “As pessoas que fazem diferença na sua vida não são as que têm mais credenciais, dinheiro e prêmios. São as que se importam com você!”

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A crise

23/12/2009

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava. As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender grande quantidade de fregueses e o negócio prosperava. Seu cachorro quente era o melhor de toda região! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu e foi estudar Economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
– Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho estudado, o pai pensou: bem, se meu filho estudou Economia, lê jornais, vê televisão, então só pode estar com a razão.
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior) e começou a comprar salsicha mais barata (que era, também, a pior). Para economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas todas essas providências, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia, quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. E comentou com os amigos, orgulhoso: Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar Economia. Ele me avisou da crise.

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A cor do mundo

23/12/2009

O ancião descansava sentado em um velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:
– Bom dia!
– Bom dia! – respondeu o ancião.
– O senhor mora aqui?
– Sim, há muitos anos…
– Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
– É verdade, falou o ancião. Mas por favor, me fale antes da cidade de onde vem.
– Ah! É ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna… Fiz lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.
– Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.
O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
– Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?
O ancião lançou-lhe a mesma pergunta:
– Como é a cidade de onde vem?
– Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!
– Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente…
Todos vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser. Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, veremos tudo pela ótica de nossas tendências, imaginando conviver com gente assim.
Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes. Se nossas lentes estão escurecidas pelo pessimismo, tudo à nossa volta nos parecerá escuro. Tudo, para nós, parecerá constantemente envolto em trevas.
Se nossas lentes estão turvadas pelo desânimo, o universo que nos rodeia se apresenta desesperador. Mas, se ao contrário, nossas lentes estão clarificadas pelo otimismo, sentiremos que em todas as situações há aspectos positivos.
Se o entusiasmo é o detergente das nossas lentes, perceberemos a vida em variados matizes de luzes e cores. A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.

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A cobra e o vagalume

23/12/2009

Era uma vez uma cobra que perseguia um vaga-lume que nada mais fazia do que simplesmente brilhar. Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir. Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada. No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
– Posso fazer três perguntas? – disse o vaga-lume.
– Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar, pode perguntar.
– Pertenço a sua cadeia alimentar?
– Não.
– Te fiz alguma coisa?
– Não.
– Então por que você quer me comer?
– Porque não suporto ver você brilhar…

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A chave da felicidade

23/12/2009

A faca mais perigosa é a cega, porque é a mais difícil de controlar. Força bruta sem controle é ainda pior do que inútil: é destrutiva. Com o poder vem a obrigação de exercer o controle. Suas ações são muito poderosas, especialmente quando consideradas ao longo do tempo. As pequenas coisas que você faz, dia após dia, somam-se e têm uma grande influência no seu mundo. Seus pensamentos são também poderosos. Tudo que você faz começa com um pensamento. Para usar sabiamente o poder dos seus pensamentos e ações, você deve exercer criteriosamente o controle. O poder de seus pensamentos e ações está ali. Seu trabalho é controlar e dirigir esse poder. Sem esse controle você trabalha contra si mesmo. Focalizando o controle, você pode alcançar uma incrível satisfação. Controle e equilíbrio podem ser a chave da sua felicidade e sucesso.

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A cerca

23/12/2009

Era uma vez um menininho que tinha um mau temperamento. O pai dele deu um saco de pregos a ele e disse que para cada vez que o menino perdesse a calma, ele deveria pregar um prego na cerca.
No primeiro dia, o menino pregou 17.
Nas semanas seguintes, como ele aprendeu a controlar seu temperamento, o número de pregos pregados na cerca diminuiu gradativamente Ele descobriu que era mais fácil se segurar do que pregar aqueles pregos na cerca. Finalmente o dia chegou quando o menino não perdeu a calma mesmo. Ele então falou a seu pai sobre isto e o pai sugeriu que o menino agora tirasse da cerca, um prego por cada dia que ele não perdesse a calma.
Os dias passaram e o menininho então estava finalmente pronto para dizer a seu pai que tinha retirado todos os pregos da cerca.
O pai então o pegou pela mão e foram até a cerca. O pai disse:
– Você fez muito bem, meu filho, mas, veja só os buracos que restaram na cerca. A cerca nunca mais será a mesma!
Quando você fala algumas coisas com raiva, elas deixam cicatrizes como esta aqui. Você pode enfiar a faca em alguém e retirá-la. Não importa quantas vezes você diz desculpe, a ferida ainda está lá. Um ferimento verbal é a mesma coisa que um ferimento físico. Amigos são como uma joia preciosa mesmo. Eles te fazem sorrir e te encorajam a suceder. Eles te escutam, eles te elogiam, e sempre querem abrir seus corações para nós.

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A cenoura, o ovo e o café

23/12/2009

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um “chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em outra tigela. Por último pegou o café com uma concha e o colocou em outra tigela.
Virando-se para ela, perguntou:
– Querida, o que você está vendo?
– Cenouras, ovos e café – ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu, e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:
– O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. Enfim, pergunta-se: Qual deles é você? Ele perguntou a sua filha. Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?
E você? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?
Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis?
Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.

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A casa

23/12/2009

Certo dia, a solidão bateu à porta de um grande sábio. Ele convidou-a para entrar. Pouco depois, ela saiu decepcionada. Havia descoberto que não podia capturar aquele ser bondoso, pois ele nunca estava sozinho: estava sempre acompanhado pelo amor de Deus.
De outra feita, a ilusão também bateu à porta daquele sábio. Ele, amorosamente, convidou-a a entrar em sua humilde morada. Logo depois, ela saiu correndo e gritando que estava cega. O coração do sábio era tão luminoso de amor que havia ofuscado a própria ilusão.
Em um outro dia, apareceu a tristeza. Antes mesmo que ela batesse à porta, o sábio assomou a cabeça pela janela e dirigiu-lhe um sorriso enternecedor. A tristeza recuou, disse que era engano e foi bater em alguma outra porta que não fosse tão luminosa.
A fama do sábio foi crescendo e a cada dia novos visitantes chegavam, objetivando conquistá-lo em nome da tentação. Em um dia era o desespero, no outro a impaciência. Depois vieram a mentira, o ódio, a culpa e o engano. Pura perda de tempo: o sábio convidava todos a entrar e eles saíam decepcionados com o equilíbrio daquela alma bondosa.
Porém, um dia a morte bateu à sua porta. Ele convidou-a a entrar. Os seus discípulos esperavam que ela saísse correndo a qualquer momento, ofuscada pelo amor do mestre. Entretanto, tal não aconteceu. O tempo foi passando e nem ela nem o sábio apareciam. Os discípulos, cheios de receio, penetraram a humilde casa e encontraram o cadáver de seu mestre estirado no chão.
Começaram a chorar ao ver que o querido mestre havia partido com a morte. Na mesma hora, entraram na casa a ilusão, a solidão e todos os outros servos da ignorância que nunca haviam conseguido permanecer anteriormente naquele recinto. A tristeza dos discípulos havia aberto a porta e os mantinha lá dentro.

Moral da história: “Entram em nossa morada aqueles a quem convidamos, mas só permanecem conosco aqueles que encontram ambiente propício para se estabelecerem.”

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A carroça

23/12/2009

Uma das grandes preocupações de nosso pai, quando éramos pequenos, consistia em fazer-nos compreender o quanto a cortesia é importante na vida. Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que têm certas pessoas, de interromper a conversa quando alguém está falando. Eu, especialmente, incidia muitas vezes nesse erro. Embora visivelmente aborrecido, ele, entretanto, nunca ralhou comigo por causa disso, o que me surpreendia bastante.
Certa manhã, bem cedo, ele me convidou para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Concordei, com grande alegria, e lá fomos nós, umedecendo nossos calçados com o orvalho da relva. Ele se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?’
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
– Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
– Isso mesmo… É uma carroça vazia…
De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:
– Como pode o senhor saber que está vazia?
– Ora, é muito fácil saber. Sabe por quê?
– Não! – respondi intrigado.
Meu pai pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
– Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando: Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

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